Entrevista Regina Volpato
Regina Volpato é jornalista e apresentadora de televisão, nasceu em São José do Rio Preto, uma cidade do interior de São Paulo que fica a uma distância de aproximadamente 454 Km da capital e possui hoje uma média de 412 mil habitantes. É mãe de Rafaela, 14 anos, gosta de plantas, de corrida, pratica Yoga, e claro, adora ler.
A simplicidade com que conduz as entrevistas que realiza e sua competência como jornalista e apresentadora mostra ser uma pessoa bastante simpática e amiga. O público que a acompanha pela televisão reconhece essa qualidade, pouco vista entre as apresentadoras brasileiras. Talvez isso que a faça ter uma Luz Própria que contagia quem está próximo. Regina é naturalmente assim, sem forçar nada.
Regina concedeu uma entrevista para a Agência de Notícias LGBT Brasil e se mostrou a favor do casamento Gay. Ela demonstra o respeito que tem pelo público LGBT, até porque além de estar apresentando o programa matutino Manhã Maior, na RedeTV!, está envolvida em um projeto que é um canal gay na web, plural aos anseios do universo gay e suas famílias, a GayTv.
Eu era modelo da agência Ford – faz tempo viu.. risos – e meu forte era fazer os comerciais para a televisão, pela facilidade de lidar com a câmera. Daí para trabalhar como apresentadora de vídeos institucionais foi um pulo e foi nesta época decidi ser jornalista.
ALGBT: Quando jovem você já imaginava ser jornalista? Tinha que planos para a sua vida?
Não imaginava ser jornalista. Primeiro eu queria ser aeromoça. Depois pensei em ser professora de piano. Não imaginava de jeito nenhum ser jornalista e tão pouco trabalhar na mídia. Também não pensava em mudar de país, já que eu vivia no interior, mas eu sabia que iria viver numa cidade grande, cosmopolita como São Paulo.
ALGBT: Como surgiu a oportunidade de apresentar o programa Casos de Família no SBT?
Fui convidada para fazer um primeiro teste. Depois outro, que fazia parte do processo seletivo. Foram vários, com diversas profissionais. Elas foram sendo eliminadas e eu fui a aprovada.
ALGBT: Você está atualmente na RedeTV!, como está sendo?
Eu sou contratada da Rede TV! e apresento um programa de variedades, matutino, ao lado da Daniela Albuquerque. A minha expectativa com esse programa é divertir e informar quem está em casa. Estou muito feliz e sou muito grata pelas oportunidade que a vida me oferece. Na verdade eu adoro televisão, sempre gostei, como espectadora e como profissional. Acho que ainda é o veículo com mais poder na sociedade e eu sempre acreditei na informação com diversão. A informação gera reflexão e muda comportamentos. As relações humanas estão em transformação há todo momento e a televisão precisa desvendá-la com amplitude.
ALGBT: Você já presenciou ou viu um ato homofóbico ou de preconceito com amigos, parentes, pessoas próximas?
Sim, claro que já presenciei. Sempre há uma piadinha, um olhar, um comentário preconceituoso. E esse tipo de preconceito, na minha opinião, é muito perverso porque não é escancarado. Quando escancarado fica mais fácil de questionar.
ALGBT: Como você observa as manifestações homossexuais que existem no Brasil? Por exemplo as Paradas Gays.
Eu observo como jornalista, destacando pontos positivos e negativos. É uma manifestação popular onde escancaram a luta, os direitos e também excessos. Acredito que ações como essas estimulam o debate e a conversa sobre a questão, no geral as manifestações são bem vindas. Agora esses atos homofóbicos tem que acabar! É questão de tempo e estamos aqui para isso, não é verdade?
ALGBT: Você acha que o Gay é mais promíscuo que o heterossexual? E a mulher lésbica é mais promíscua que a mulher hétero? Como você observa esse tipo de “classificação” da sociedade?
Pela ordem das perguntas, se o gay é mais promíscuo, eu não sei. Também não sei se a mulher lésbica é mais promíscua, eu nada posso afirmar. Acho toda generalização burra.
ALGBT: Como que você observa a mídia em mostrar os casais homossexuais, famílias com gays e a homofobia?
Na maioria das vezes assistimos esteriótipos de gays que não revelam a realidade. O fato de trazer a discussão numa novela das 9 só traz benefícios, porque faz a família brasileira revelar suas hipocrisias e discuti-las no jantar.
ALGBT: Como você observa alguns políticos brasileiros indo “contra” as manifestações de apoio aos homossexuais, criticando a mídia que da espaço para esse tipo de assunto?
Não há o que dizer, a não ser que é um atraso de vida.
ALGBT: Por serem políticos, lideranças de nosso país, eles estão certos ou errados em “ir contra”?
Cada um tem direito a ter opiniões próprias, e o dever de respeitar as diferenças. Por exemplo há o Jean Wyllys que é deputado e eu votaria nele por ele ser uma pessoa ética, não por ser homossexual.
ALGBT: Com a liberdade que existe atualmente, as crianças vão crescer com menos preconceito que existe hoje. Isso é bom ou pode ser ruim no futuro? As pessoas serão mais elas ou o preconceito sempre vai existir?
Aposto na diminuição do preconceito à medida que diminui também a ignorância da população. Mas o preconceito sempre vai existir. É inerente ao ser humano.
ALGBT: Você é a favor ou contra o casal homossexual se casar, ter filhos e constituir família?
Sou a favor.
LGBT: Atualmente você também trabalha em um veículo de comunicação voltado ao público LGBT, como surgiu essa oportunidade?
Fui convidada por amigos. São jornalistas sérios, que idealizaram o canal e estou adorando o trabalho, é a GayTv.
ALGBT: O que é a GayTv?
É o primeiro canal brasileiro na web destinado para a todo o segmento e suas famílias. Um lugar para discutir assuntos polêmicos, ou não, sem esteriótipos e com a isenção necessária. A GayTv pode e vai falar de forma arejada, aliás quem é heterossexual deveria acessar e assistir, porque não queremos ser “gueto”, queremos sim informação, porque é a melhor forma de reconstruir achismos.
ALGBT: Deixe uma mensagem final!
Tem uma frase de Dias Gomes muito inteligente que é mais ou menos assim: “Há um mínimo de dignidade humana que não se negocia.”
Por: Ronaldo Ruiz




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